Eu não acredito em sustentabilidade sem resultados

Tenho visto muita gente falando sobre sustentabilidade nos últimos anos. Entre livros, consultores, certificações, a palavra sustentabilidade se tornou “obrigatória” no linguajar dos executivos. Mas será que de fato as empresas estão se preocupando em equilibrar as esferas ambientais-sociais-econômicas?

Tenho visto muita coisa desconexa, de empresas se preocupando com isso somente como contrapartida a algum modelo de crédito ou avaliação, consultores falando de projetos sociais e ambientais de forma poética sem preocupação econômica, empresas usando ações marginais como marketing sem se preocupar com seus negócios principais.

Não adianta imprimir frente e verso e trocar lâmpadas por lâmpadas de led na sede, se a empresa não se preocupa de fato em transformar seu negócio principal, se está realmente comprometida em buscar modelos as vezes disruptivos que conseguem alinhar as esferas sociais-ambientais e econômicas.

Felizmente temos por outro lado bons exemplos, de empresas tentando fazer mudanças em seus modelos de negócio que realmente trazem impacto, em todos os sentidos.

Temos muito projetos premiados de sucesso nesse sentido no Brasil, projetos como os da Natura, da Korin, da Native.

Estamos no começo da caminhada ainda, mas aqui na Precon Engenharia nos inspiramos com bons exemplos e gostamos de pensar a sustentabilidade como vantagem competitiva. Trabalhamos no setor de construção que ainda gera muito impacto no meio ambiente, e temos o propósito de transformar a construção com inovação e sustentabilidade. Seguindo esse significado, desenvolvemos uma tecnologia própria de construção de edifícios de forma inovadora e sustentável, baseada na industrialização da construção, a SHP (Solução Habitacional Precon). E buscamos alinhar as variáveis sustentáveis da SHP a vantagens competitivas, a saber:

– reduzimos em mais de 80% a geração de resíduos em comparação com a construção civil tradicional, isso traz benefícios ambientais de não geração de resíduos, menos caçambas, menos caminhões nas ruas, etc… e por outro lado a empresa tem um benefício econômico de deixar de comprar esses materiais que seriam desperdiçados, podendo assim ter um menor custo e entregar um melhor produto ao consumidor final.

– a tecnologia da SHP nos permite entregar os imóveis em cerca da metade do tempo da construção tradicional – isso traz o benefício social do cliente pagar aluguel por menos tempo, e por outro lado pode trazer um melhor resultado aos investidores da empresa

– temos hoje em nossa fábrica de prédios cerca de 35% de mão de obra feminina – o que traz um benefício social da inclusão de mão de obra feminina na construção, e traz para empresa um ganho de produtividade e qualidade nas suas tarefas de acabamento.

Longe de querer ser modelo, a SHP é apenas um pequeno exemplo na nossa pequena escala de que a sustentabilidade ambiental e social pode ser implementada com contrapartidas econômicas favoráveis, mas para isso tivemos que partir de um modelo disruptivo e repensar a cadeia de nosso negócio. O mundo está se transformando em uma velocidade grande, e as empresas que não repensarem seus modelos podem ver a transformação acontecer sem terem tempo de reagir.

Acredito que a sustentabilidade deve estar muito alinhada com o propósito de longo prazo das empresas, e o cerne de suas ações e projetos devem estar ligados a drivers de resultado que permitam que essas ações se tornem vantagens competitivas que permitam o desenvolvimento das empresas.

E você, qual sua visão da sustentabilidade?

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